Diagnóstico do lixo marinho e ações de educação ambiental na praia de Navegantes/SC
Conteúdo do artigo principal
Resumo
O lixo marinho tem contribuído consideravelmente para a poluição marinha e é uma das tendências globais para a questão ambiental. Como resultado da poluição marinha tem-se os impactos à biota, impactos econômicos à pesca e os impactos visuais nas praias. É necessária a realização de estudos que identifiquem a composição, abundância e o comportamento desses detritos diante das variáveis meteorológicas afim de contribuir para que ações de prevenção e mitigação sejam realizadas de forma efetiva. O presente estudo teve como objetivo diagnosticar o lixo marinho na faixa de areia da Praia de Navegantes/SC quanto a sua composição e abundância, suas possíveis fontes, bem como a ocorrência de pellets plásticos, buscando ao final do estudo resultados que venham a contribuir para os órgãos ambientais locais definirem melhores ações de prevenção e mitigação do lixo marinho, como a elaboração de uma coleção didática de lixo marinho como ferramenta de educação ambiental. Foram identificados 509 itens, sendo a grande maioria dos itens representados por detritos plásticos (464 itens). Foram também observados um total de 50 pellets plásticos. A proximidade com os portos de Itajai e Navegantes permite considerar a atividade portuária como uma das possíveis fontes desses pellets. As prováveis origens dos resíduos foram em grande maioria “Usuário de praia”, seguido de “Origem indeterminada”. Para a elaboração da coleção didático-científica de lixo marinho optou-se pelo formato digital através das coleta de informações, dados, detritos marinhos e imagens feitas durante as amostragens.
Downloads
Detalhes do artigo

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
A revista segue o padrão Creative Commons (CC BY), que permite o remixe, adaptação e criação de obras derivadas do original, mesmo para fins comerciais. As novas obras devem conter menção ao(s) autor(es) nos créditos.
Referências
ALVES, L. H. B.; PONTES, T. L. M.; SUL, J. A. I. do; COSTA, M. F. da. Coleção didática e de referência sobre lixo marinho: porque e como. in: III Congresso Brasileiro de Oceanografia – CBO’2010, 3º, 2010, Rio Grande. Congresso Brasileiro de Oceanografia. Rio Grande: AOCEANO – Associação Brasileira de Oceanografia, 2010. p. 01704 – 01706.
ARAÚJO, M. C.; COSTA, M. An analysis of the riverine contribution to the solid wastes contamination of an isolated beach at the Brazilian Northeast. Management of Environmental Quality: An International Journal, [s.l.], v. 18, n. 1, p.6-12, 9 jan. 2007.
BRASIL. Ministério do Meio Ambiente. Agenda Nacional de Qualidade Ambiental Urbana : Plano de Combate ao Lixo no Mar [recurso eletrônico]., Secretaria de Qualidade Ambiental, Departamento de Gestão Ambiental Territorial, Coordenação-Geral de Gerenciamento Costeiro. – Brasília, DF: MMA, 2019.
DEFESA CIVIL. Sistema de monitoramento remoto do nível dos rios - Itajaí. 2019. Disponível em: <https://defesacivil.itajai.sc.gov.br/telemetria>. Acesso em: 09 out. 2019.
DERRAIK, J.G.B., 2002. The pollution of the marine environment by plastic debris. Marine Pollution Bulletin v. 44, p. 842–852, 2002.
EARLL, R.C., WILLIAMS, A.T., SIMMONS, S.L., Tudor, D.T., 2000. Aquatic litter, management and prevention—the role of measurement. J. Coast. Conserv. 6, 67–78.
LIPPIATT, S.; OPFER, S.; C. ARTHUR. Marine Debris Monitoring and Assessment. NOAA Marine Debris Program, 2013, 82p.
MANZANO, A. B. Distribuição, taxa de entrada, composição química e identificação de fontes de grânulos plásticos na Enseada de Santos, SP, Brasil.2009. Dissertação (Mestrado em Ciências). Instituto Oceanográfico, Universidade de São Paulo, São Paulo.
MARIN, C. B.; NIERO H.; ZINNKE, I.; PELLIZZETTI, M. A.; SANTOS, P. H; RUDOLF., A. C.; BELTRÃO M.; WALTRICK, D. S.; POLETTE, M. Marine debris and pollution indexes on the beaches of Santa Catarina State, Brazil. Regional Studies In Marine Science, v. 31, n. 100771, p.1-10, set. 2019.
OPFER, S.; ARHUR, C.; LIPPIATT, S. Marine debris shoreline survey field guide. National Oceanic and Atmospheric Administration Office of Response and Restoration Marine Debris Program, NOAA, Silver Spring, 2012.
SOUZA FILHO, J. R.; COSTA, M. F.; KRELLING, A. P.; WIDMER, W. M. Rede brasileira de coleções didático-científicas do lixo em ambiente marinho (re-colixo). In: XI ENCOGERCO, 2018, Florianópolis. ANAIS DO XI Encontro Nacional de Gerenciamento Costeiro & II Simpósio Brasileiro sobre Praias Arenosas. Florianópolis, 2018. p. 158 - 159.
UNEP, 2009. Marine Litter: A Global Challenge. Nairobi: UNEP. 232p.
WIDMER, W, M.; HENNEMANN, M. Marine Debris in the Island of Santa Catarina, South Brazil: Spatial Patterns, Composition, and Biological Aspects. Journal of Coastal Research v. 26, n. 6, p. 993-1000. 2010.
WILKS, D. S. Statistical methods in the atmospheric sciences. Academic press, 2006.