UMA DÉCADA DE PESQUISAS NO IFCATARINENSE

Autores

  • Jaqueline Mondini IFC - Campus Ibirama
  • Luam Leonardo Wisnieski IFC - Campus Ibirama
  • Gabriel Murilo Ribeiro Gonino IFC - Campus Ibirama

Palavras-chave:

CNPq, PIBIC, PIBIC-EM, Área do conhecimento, CAPES

Resumo

No Instituto Federal Catarinense (IFC), a pesquisa e a inovação são entendidas como atividades indissociáveis ao ensino e a extensão, e visam a produção científica e tecnológica, cujas conquistas devem ser estendidas à comunidade acadêmica e à sociedade em geral, para que haja aquisição, produção, transformação e socialização de conhecimentos e tecnologias. Assim, nosso objetivo principal foi traçar o perfil das pesquisas realizadas em todo o IFC em sua primeira década de funcionamento (período de 2010 a 2020), a fim de identificar as principais áreas do conhecimento CAPES com maior interesse dos pesquisadores da instituição. A metodologia consistiu em uma coleta de dados no site das coordenações de pesquisa de cada um dos 15 campus; na página pública do Sistema Integrado de Gestão de Atividades Acadêmicas (SIGAA); e no currículo Lattes dos pesquisadores. A instituição é composta por 5 campus agrícolas (modelo 90/70), um agrícola do tipo 70/60, 7 campus 70/45, e 2 campus avançados do tipo 20/13. Ao todo, foram registrados 2.323 projetos de Iniciação Científica com atuação de estudantes dos ensinos médio e superior. Como era esperado, embora não se conhecesse a proporção, as unidades agrícolas registraram a maioria dos projetos ofertados (78%), seguidas pelo modelo 70/45 (19%) e pelos avançados (3%). Os campus Rio do Sul e Abelardo Luz registraram, respectivamente, os maiores e menores números de projetos de iniciação científica no período estudado, sendo 487 (21%) e 15 (0,6%). Análises sobre a Grande Área da CAPES resultaram no reconhecimento do predomínio das Ciências Agrárias como o “carro-chefe” da pesquisa no IFC, correspondendo a quase 40% dos projetos de pesquisa, seguida por Ciências Exatas e da Terra (18,3%) e Ciências Humanas (15%). Juntas, essas três grandes áreas corresponderam a mais de 70% dos projetos levantados. No entanto, a distribuição das áreas dentro de cada grande área é bastante desproporcional, como pode ser visto em Ciências Humanas, por exemplo, cujas principais áreas de interesse foram Educação (57%), História (15%), Geografia (12%), Sociologia (8%), enquanto Filosofia, Antropologia, Psicologia e Ciência Política somaram 10.%. Também foi possível observar o perfil dos projetos de pesquisa realizados em cada campus separadamente para, posteriormente, inferir seus impactos. Um exemplo é o Campus Ibirama, modelo 70/45, inaugurado em 2010, que em 10 anos apresentou 75 projetos de pesquisa, representando 3,2% do total de projetos do IFC no mesmo período. Dos 75 projetos ofertados, 41% são da grande área de Ciências Humanas, com destaque para Educação (39%). A segunda grande área mais representativa foi Ciências Exatas e da Terra (20%), embasada por Ciência da Computação (40%). Ciências Sociais Aplicadas (16%), Linguística, Letras e Artes (8%), Outros (7%), Ciências Biológicas (5%) e Engenharias (3%) também foram importantes neste campus. Podemos ver que a base de dados que criamos foi extensa e aqui foram apresentados parte dos resultados preliminares. Concluímos que o esforço empenhado neste estudo apresenta grande potencial para auxiliar os tomadores de decisão na gestão da Pesquisa no IFC e nos campus.

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Publicado

2022-09-19