DESENVOLVIMENTO E NACIONALIZAÇÃO DE PLACAS DE TITÂNIO PARA A FIXAÇÃO DE COSTELAS FRATURADAS.

  • Haroldo Gregorio De Oliveira
  • Lucas Ferreira
  • Mateus Ritter Pasini
  • Mario Wolfart Junior
  • Hantony Matheus Zimmermann
Palavras-chave: Titânio; Implantes; Biomateriais.

Resumo

O uso de materiais artificiais no corpo humano e em animais, está se tornando cada vez mais frequente, auxiliando na cicatrização ou substi tuição de ossos fraturados, correção de deformidades e restauração de funções perdidas por acidentes. Neste contexto, as ligas titânio tem se demonstrado como um excelente material, devido suas propriedades mecânicas e biocompatibilidade superior quando co mparadas a materiais já utilizados. Porém, na aplicação de ligas de titânio em implantes, é possível originar um efeito tóxico, resultante dos elementos de liga vanádio e alumínio. Por este motivo, outras classes de titânio vêm sendo utilizadas em implante s, como o titânio puro grau dois, que por não apresentar elementos de liga não oferece riscos tóxicos aos tecidos. Neste trabalho, foram realizados ensaios mecânicos, metalográficos e análise química, tendo como base as propriedades de uma placa importada que cumpre a norma internacional de utilização do titânio para a aplicação em implantes cirúrgicos. A microestrutura de ambos os grupos foi analisada em um microscópio óptico, as durezas foram realizadas nas superfícies polidas dos dois materiais, a anális e química foi executada em um espectrômetro de emissão óptica, e ensaio de tração efetuados em uma máquina universal de ensaios. Os resultados obtidos mostraram que a microestrutura do titânio puro grau 2 é composta por grãos alfa, dureza aproximada de 177 HV e uma tensão de escoamento próximo à 350 Mpa. Os resultados apresentados condizem com a literatura e são coerentes com a placa importada, tornando o Titânio puro grau 2 qualificado para aplicação em implantes.

Publicado
2019-12-04